Desligo o note e a última imagem presa na minha retina é sua foto, os olhos castanhos, a barba escura contrastando com a pele branca, os lábios que imagino macios, o peito nu, a cueca preta e seu corpo magro impregnado nos meus pensamentos.
Deito na cama exausta, mais uma madrugada de insônia e saudades, já tem dias que você não aparece online. Não bastasse a distância e o fato de não te conhecer pessoalmente, ainda sofro sem suas palavras pra me aquecer. Por isso adormeci te chamando nos meus sonhos, e você veio, num quarto simples de hotel, com um sorriso doce e sexy, não disse nada, apenas esticou sua mão em minha direção, num convite impossível de ser recusado.
Assim que nossas mãos se encontraram, senti seus dedos gelados e um puxão que levou meu corpo ao encontro do seu abraço, senti um arrepio intenso e minhas pernas amolecendo. Meu coração descompassado com a proximidade dos seus lábios, fechei meus olhos e me entreguei aos seus beijos, as línguas se roçando e as bocas unidas cheias de desejo, febre, salivas. A tua barba arranhando meu rosto e suas mãos apertando minha cintura, deslizando pelas minhas costas, minhas mãos se movem sozinhas, buscam teus ombros, tua nuca, querem saciar a necessidade de te ter.
A toalha que cobria meu corpo, se desprende e escorrega ao chão. Sem nada pra me proteger, sinto sua perna e a textura da calça jeans entre minhas coxas, meus seios se esfregam no algodão da sua camiseta vermelha, mordo vagarosamente seus lábios, soltando um gemido baixo de prazer. Seus braços me soltam e eu caio deitada na cama, as pernas entreabertas, quero reclamar por ter me soltado, mas me detenho ao ver você arrancando a camiseta e abrindo a calça. Ver você se despir, tão devagar, faz meu corpo estremecer, sinto minha respiração pausada, passo minha língua nos lábios, brinco instintivamente com meu piercing.
Você se ajoelha na beirada da cama e aperta minhas pernas com as mãos, abrindo-as enquanto se deita sobre o meu corpo. Quero te puxar para dentro de mim, acabar logo com essa vontade agoniante que me domina, mas você se detém nos meus seios, segurando-os entre suas mãos, envolve meus mamilos com a boca, arrancando mais gemidos da minha garganta. Abraço seu corpo com minhas pernas, você percebe a tortura que está fazendo e sorri deliciosamente, deixando meus mamilos, você sobe vagarosamente... beijando meu ombro, meu pescoço e termina por morder suavemente minha orelha enquanto finalmente me penetra, me preenchendo por completa.
Eu chamo seu nome entre gemidos, arranho suas costas e com o quadril acompanho seus movimentos, a luz acesa me permite ver seu rosto levemente molhado de suor e a expressão de prazer. Sinto meu corpo tremer, os músculos se contraindo a cada metida sua, tento me segurar e prolongar mais um pouco a sensação maravilhosa que antecede o orgasmo, mas como se adivinhasse e quisesse mostrar seu poder sobre mim, você me beija apaixonadamente e aumenta o ritmo das suas investidas. Um formigamento e um calor imenso toma conta do meu corpo, que explode em êxtase!
Eu te aperto, num abraço quase desesperado, as bocas unidas, os olhos cerrados, sinto seus dedos acariciando meu rosto, abro os olhos devagar e sorrio, ainda te sentindo completamente rígido dentro de mim. Beijos seus lábios devagar e empurro levemente seus ombros. Sem nos desgrudarmos, giro seu corpo e me coloco sentada em cima de você, seguro suas mãos com as minhas, firmando-as no colchão enquanto continuo a mover meus quadris, me esfregando, subindo, descendo, alternando o ritmo de acordo com a minha vontade. Seus olhos brilham e seus lábios se comprimem tentando reter gemidos, ou gritos, e isso me deixa completamente louca, em transe, aumento o ritmo me sentindo completamente excitada novamente.
Solto suas mãos e levanto meu tronco, permitindo que você veja meus seios balançando e a volúpia que toma conta do meu corpo. Sinto seus dedos cravarem na minha perna, subindo pelos quadris e me mostrando o ritmo do seu prazer. O suor faz nossos corpos escorregarem com facilidade, numa dança única, como se já fossem íntimos um do outro, sinto as ondas de prazer que tomam conta de todos os meus sentidos e me deito sobre seu peito, sussurrando em seu ouvido "goza comigo, amor". Você me cala, invadindo com sua língua a minha boca, puxando meus cabelos, o outro braço em volta da minha cintura e enfim o seu corpo estremece junto com o meu, num orgasmo intenso, conjunto.
Acordo assustada, suada, tremendo, o celular tocando. Passo o dedo sobre a tela e vejo uma mensagem sua, desejando um bom dia e me contando que onde você está, o tempo é de muita chuva. Eu suspiro e respondo, desejando bom dia também, mas querendo apenas dizer, "sonhei com você e queria que estivesse aqui".
Conto fornecido pela autora "ACP".

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