terça-feira, 3 de setembro de 2013

O Massagista.

        

        Os dias são corridos, o tempo quase não da pra nada. A minha vida é só trabalhar e claro como qualquer ser humano, um dia o corpo não aguenta. Meu nível de stress por conta do trabalho estava me matando de tão alto. Não tinha tempo pra mim e menos ainda para os amigos e sinceramente eu já estava cansada de tudo isso.
        Um dia cruzando com uma amiga pelos corredores do escritório fiquei pasmada com tantos sorrisos e bom humor que vinham dela. Até não aguentar e perguntar o motivo de tudo aquilo já que ela tinha a vida tão corrida quanto a minha. Andréia me disse que toda semana, ao menos 2 vezes fazia um tipo de massagem relaxante na hora do almoço. Eu adorei a ideia de início, mas ficar parada durante 1 hora enquanto o mundo lá fora corria na minha frente era demais para mim. Andréia pediu que eu guardasse o cartão do lugar que ela fazia a tal massagem. Agradeci, li rapidamente o nome do lugar e guardei no bolso do casaco sem dar muita importância. Achei a ideia bacana e sem dúvida seria uma solução para meu stress, mas não quis tentar. 
        Um belo dia, Andréia passou em minha sala me convidado para almoçar. Mesmo sem tempo resolvi aceitar o convite, mas como combinado seria um almoço rápido.
        Estranhei pegarmos o elevar para a garagem, já que o restaurante que costumávamos almoçar era a alguns passos do edifício que trabalhávamos. Intrigada perguntei a Andréia qual a necessidade do carro. E ela muito educada disse; eu a convidei para almoçar, por tanto eu escolho o restaurante e eu pago. Como a muito tempo não tínhamos um momento só das amigas, resolvi esquecer as horas e aproveitar aquela gentileza para por o papo em dia. Entramos no carro e seguimos em direção ao restaurante, bem, era o que eu imaginava. 
        Ao parar o carro em uma vaga na rua, olhei ao meu redor e não consegui enxergar nenhum restaurante. Talvez Andréia tivesse parada um pouco longe por falta de vaga para estacionar. Mas, ao descer do carro lá estava em minha frente uma placa com o mesmo logo do cartão que ela havia me dado. Não podia acreditar. Andréia havia me levado para fazer a tal massagem e eu só conseguia pensar no tempo que perderia dentro de uma sala. Fiquei furiosa no começo, mas de certa forma ela se preocupava com minha saúde e quis ajudar. Então depois de uma breve discussão resolvi entrar.
        O lugar era muito bonito. Um grande lustre no teto, um ambiente muito “clean” e um lindo homem nos aguardando na recepção. Enquanto Andréia confirmava meu horário com o rapaz dei uma rápida olhada ao meu redor e percebi que não era uma clínica de massagem comum. Alí faziam-se massagens eróticas e isso me deixou ainda mais afim de experimentar. Penduradas nas paredes alguns quadros chamaram minha atenção. Um belo nú artístico. Homens, mulheres, casais. Todos nús e expostos, porém com uma sutileza que já me fazia sentir mais leve só de observar tais imagens. Fiquei mesmo compenetrada com aquela bela arte, ao ponto de não ouvir o recepcionista me chamando. Voltei a mim com uma leve cutucada nas costas que Andréia havia me dado. Fiquei sem graça, pedi desculpas e acompanhei o rapaz até a sala que seria atendida. Antes que eu chegasse a porta da sala, Andréia me alcançou e disse; não se acanhe apenas faça exatamente o que o massagista pedir. Vc não vai se arrepender. Deixa comigo, eu disse e então segui o rapaz até que ele fechasse a porta pedindo que eu aguardasse o massagista.
       Esperei alguns minutos até que a porta se abriu e um lindo homem entrou na sala e me cumprimentou com um forte aperto de mão se apresentando como Bruno. Eu nunca havia feito massagem com um homem, e muito menos uma massagem daquele tipo. Pra falar a verdade, não me lembrava da ultima vez que um cara havia me tocado. Mas tudo bem, eu estava tão tensa que mãos grandes e fortes sem dúvida resolveriam meu problema.
       Bruno pediu que eu me despisse no banheiro que tinha na sala. Muito nervosa perguntei a ele o que exatamente eu precisava tirar. Bruno rindo discretamente disse que eu poderia ficar de calcinha se quisesse. Bom, foi o que fiz. Fiquei de calcinha e me enrolei em uma toalha. Ao voltar para sala, notei o ambiente um pouco escuro, apenas algumas velas iluminavam o local e um delicioso cheiro de incenso pairava no ar. Deite-se de bruços aqui, disse Bruno. Na mesma hora fui em direção a maca e deitei ainda enrolada na toalha. Bruno colocou um som muito suave para tocar, quase um mantra. Pediu que eu fechasse os olhos e esvaziasse a mente. Fui seguindo tudo de acordo como ele falava. Abri a toalha antes de me acomodar totalmente e a deixei-a solta sobre meu corpo. E então finalmente pude sentir o primeiro toque dele. Bruno retirou a toalha e assim fiquei exposta apenas de calcinha. Quando senti um delicioso líquido escorrer sobre minha costas.
            Bruno as tocou e enquanto o fazia ia me dizendo coisas referentes a chácaras e o lado espiritual de tudo aquilo. Enquanto estava no topo da minha cabeça, suas mãos deslizavam da nuca a lombar em movimentos suaves espalhando o óleo que ele havia despejado sobre mim. Realmente aquilo tudo me relaxaria totalmente e eu estava curiosa para saber como terminaria. Bruno foi para onde estavam meus pés e com suas mãos encharcadas de óleo massageou da ponta dos dedos ao calcanhar. Após massagear meus pés Bruno deslizou suas mãos em minhas pernas e chegando ao bumbum o apertou e acariciou. Enquanto ele fazia movimentos circulares nas minhas nádegas, elas abriam e fechavam e isso fazia o óleo escorrer em meu anus e em seguida minha vagina. Seus toques às vezes pareciam mais carinhos do que massagens. E isso começou a me excitar estranhamente. Após explorar toda parte de trás do meu corpo, a pedido dele virei de frente para ser massageada. E foi aí que o auge da excitação começou. No início mais sutil com massagens nas mãos e dedos. Um pouco mais de óleo e Bruno voltando ao topo da minha cabeça, começou a me tocar no pescoço, colo e seios. Suas mãos estavam quentes com o atrito em minha pele e eu temia abrir os olhos e ficar ainda mais excitada se visse os movimentos, além de senti-los. Quando suas mãos escorregaram em minha barriga até a costura da calcinha não consegui controlar e soltei o primeiro gemido. Da barriga, suas mãos subiram aos seios novamente pela lateral do corpo. E enquanto ele passeava pelas minhas curvas, podia sentir o calor do peito dele se aproximar do meu rosto. Novamente aos seios e seus movimentos circulares fazia meus mamilos endurecer de tanta excitação. Meu corpo começou a dar sinais de que aquela massagem me levaria ao ápice do prazer. Que loucura...
            Bruno voltou aos meus pés e lá pequenos espasmos orgásticos iam se intensificando pouco a pouco. Suas mãos deslizavam sobre minhas coxas e a ponta de seus dedos tocavam levemente minha virilha, e isso fazia meu corpo contorcer.
Comecei a pensar que ter ficado de calcinha tinha sido uma péssima idéia, mas não quis interromper a massagem pedindo que ele a tirasse. Então continuei de olhos fechados sentindo tudo que ele me proporcionava. Mas Bruno era muito experiente e quando eu menos esperava, ele mesmo tirou a calcinha. Que delícia. Deixei meu corpo largado encima da maca e com as pernas levemente abertas senti Bruno massagear meu clitóris me fazendo chegar a um nível incrível de excitação e estase total. Seus dedos me penetraram enquanto outros ainda tocavam o clitóris e ainda assim outra mão percorria meu corpo. Tal sensação já não era mais física e sim emocional. Ao mesmo tempo que gemidos escapavam da garganta, minha voz sumia quando eu mais precisava. E então fez-se a contagem. Um, dois três, quatro e incríveis cinco orgasmos seguidos um do outro. Que sensação única. A emoção era tão intensa que lágrimas me saltaram aos olhos. Emoção misturada com prazer. Definitivamente homem nenhum havia feito o que aquele massagista tão experiente fez. Meu corpo ainda tremia e eu quase não consegui voltar a realidade. Cada toque tinha um sentido, além de me fazer relaxar, Bruno me fez descobrir pontos em meu corpo que eu jamais imaginaria sentir prazer ao ser tocada.
        Bom, uma hora havia se passado e eu precisei de alguns minutos para voltar a razão e me acalmar. E enquanto voltava a mim, tive a certeza de que não poderia viver sem aquilo. Tanto pensei para me entregar as mãos daquele homem e agora sinto que não posso mais viver sem ele.
        Já vestida e de volta a recepção corri para os braços de Andréia e a abracei tão entusiasmada que ela mesma se espantou com minha atitude. Obrigada! Obrigada! Obrigada! Era tudo que conseguia dizer. Ela perguntava se eu havia gostado. E eu sem pensar respondi; Bruno agora passa a ser meu remédio, minha cura, minha razão para relaxar corpo e mente. Não vivo mais sem isso, não vivo mais sem ele.   

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