quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Quando a saudade vira prazer.


Um quarto escuro, apenas uma sutil luz que vinha de um poste na rua invadia o quarto pela fresta aberta da cortina. Cada um se despe sozinho. Enquanto um olha o outro em meio a penumbra, se enchergam roupas sendo lançadas no ar. E o primeiro beijo acontece. A sensação é completamente nova. Mesmo com anos de convivência a saudade cravada no peito se mistura a vontade e tudo acontece. Um deita sobre o outro e mãos passeiam nas curvas do corpo. Lugares sensíveis são tocados e a respiração acelera. Mesmo com tanta vontade a espera pela penetração é muito mais instigante do que o próprio orgasmo. E o desejo de que a sensação perdure pela noite adentro é inmensamente maior ao tamanho da saudade. Na boca línguas se encontram e se misturam como numa dança romantica e enquanto isso acontece unhas deslizam sobre as costas. Uma pausa, para que um deite de bruços enquanto o outro explora o corpo deste em cada centímetro. E então a língua trabalha. Do tendão próximo ao calcanhar a língua encharca e provoca uma sensação jamais sentida antes. E no mesmo instante em que molha pêlos e perna, unhas e mãos deslizam em direção aos glúteos. Lábios, saliva e língua juntos enontram panturrilha, coxas e a bela bunda que o amor possui. Musculos bem torneados estimulam ainda mais a imaginação. Ela senta sobre as costas do outro, e enquanto nua, se faz presente de uma forma úmida e quente. Mãos acariciam toda a parte inferior do corpo e assim, pêlos arrepiam. O desejo aumenta e com ele o membro também, na mesma intensidade em que ela se encharca ainda mais, se possível. Ela se deita sobre o corpo dele também de bruços, encaixando tudo que a posição permite e enquanto ele sente seios sendo esmagados nas costas a língua dela e o bafo quente chegam a nuca dele. Mais pêlos arrepiam e mais tesão invade o corpo. Língua em orelha, gemidos em ouvidos e palavra de carinho são sussurradas em meio a tanta excitação. A posição muda, agora de frente ele recebe mais toques. Depois de todo corpo explorado o sexo oral é o presente perfeito para de certa forma acalmar o corpo que já ferve. Enquanto sugando de maneira tão perfeita um leve lubrificante é sentido e por pouco um jato quase escapa invadindo a boca dela. Ele já não se aguanta e num movimento brusco a joga deitada e tenta penetrá-la. Tenta e consegue, e por algumas vezes até se movimenta, mas junto com toda vontade de gozar está a certeza de que se o fizer a noite chegará ao fim. Então se auto flagela um pouco mais segurando tudo dentro dele. Mais carinhos, mais línguas, mais gemidos silenciosos e muito mais tesão. Tudo se intensifica junto a espera pelo enfim ato de amor.
Tudo bem, chega de tanto sofrimento. A posição é conhecida, a mais prática. E ele por cima dela sem nem precisar das mãos penetra o pênis já quase explodindo. De tão molhada a vagina dela ecoa barulhos engraçados e isso ao invés de fazê-los rir os deixam ainda mais excitados. Mesmo a ponto de gozar, as metidas duram bastante e um quase grito escapa da boca dela. Ele a cala com um beijo e ao mesmo tempo respira ofegante com a boca grudada na dela. Suor, unhas rasgando a pele, mordidas, puxões de cabelo e a pouca luz permite um olho no olho. Além de química, entre eles existe um amor maior. E tudo isso faz desse sexo a melhor experiência já vivida por ambos. A saudade doeu o tempo todo mas naquele momento a saudade tranformou-se em prazer jamais sentido antes. E enfim o orgasmo acontece e com ele um abraço intenso e o gemido baixinho querendo virar grito. A intimidade...a amizade...a parceria faz deles um só. E alí fica a promessa de que a próxima será ainda melhor.  
   

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