sexta-feira, 4 de abril de 2014

Nossa noite. Minha noite.



Tudo estava pronto para me deitar. Banho tomado, o dente escovado, corpo hidratado e o despertador ativado. Minha camisola de algodão deixava tudo ainda mais confortável por debaixo dos lençóis. Acomodei meu corpo na cama e minha cabeça sob o travesseiro, enquanto a mesma, lembrava do teu sorriso. Tentei fazer com que esses pensamentos não me tirassem o sono, pois já era madrugada e meu dia seguinte começaria cedo.

Tentar esquecer teus lábios escancarados me puniam ainda mais e o que ao invés de ir embora, cravava com mais força em minha memória.

Teus olhinhos cerrados, teu sorriso largo, tua pele branca e linda, tudo isso me punia.

Tentei pensar nas contas que tinha que pagar, nas roupas que gostaria de comprar, no trabalho da faculdade que precisava entregar, mas a única coisa que consumia minha mente era o desejo do meu corpo sobre o teu jogar.

Fritei na cama por alguns minutos, ou horas, já nem sei mais. Mas no final, cansei dos pensamentos bobos e me entreguei ao sono profundo. Que bom, me livrei de você e agora posso descansar minha mente até acordar e lembrar de você novamente.

Ouvi um barulho na janela do quarto. Ouvi uma batida seguida de outra e sua voz surgindo entre elas. Não podia acreditar nos meus próprios ouvidos. Não seria possível sua presença ali. Quando me livrei dos lençóis e abri as cortinas me deparei com seus olhos cerrados e seu sorriso como sempre escancarado. Não era possível, quase não acreditei em meus próprios olhos também.

Mas era real, e se tornou ainda mais quando você, sem me deixar dizer uma palavra se quer, invadiu meu quarto pela janela caindo sobre minha cama. Sua linda voz me dando boa noite e me fazendo apenas uma pergunta, tirou minha vontade de adormecer:

POSSO DORMIR COM VOCÊ?

Largo agora, era o meu sorriso. E meu peito quase tremia com meu coração disparado dentro dele. Você estava ali e diante dos meus olhos começou a agir.

De joelhos na cama, nós dois, um de frente pro outro. E então, senti um leve toque alcançar minha mão. Sua face, agora era séria e concentrada, e cada vez mais se aproximava da minha, até o delicioso beijo iniciar nossa noite. A noite que eu jurava que havia terminado.

Sua língua invadiu minha boca, e enquanto deslisava na minha senti o gosto do seu beijo percorrer minhas veias. Era como se sua boca tivesse todo poder sobre mim.

Carinhosamente você foi me abraçando. Nossos lábios se soltaram e agora meu pescoço era seu território. Tua boca deslizando sobre minha jugular me desnorteava, e mole em teus braços me deixei levar até encontrar os lençóis novamente.

Você me deitou e permaneceu em cima de mim. Por alguns segundos, apenas me olhou. Teus dedos deslizavam sobre meus lábios enquanto eu beijava-os. Como era bom estar contigo.

Tudo era real, teus toques eram reais, teu gosto era real. Não tinha como eu evitar você, e nem queria. Entreguei meu corpo em tua mãos, que habilidosas lançaram minha camisola ao chão.

Meus gemidos começaram a surgir e a cada suspiro que eu dava em seu ouvido faziam suas ações ficarem ainda mais intensas e o que parecia ser uma linda noite de amor, transformara-se em sexo selvagem em meio a penumbra do meu quarto.



Pulei sobre teu corpo, te prendi entre as penas e sobre teu quadril arranquei tua camisa. Tua pele estava quente, e como forno recém desligado, aquecia a minha totalmente. Nos beijamos novamente.

Teu rosto mergulhado em meus seios me excitavam e me descontrolavam e ainda de calcinha esfregava em ti minha vagina. Rebolando e deslizando meu quadril sobre o teu.

Tuas mãos firmes agarraram meus glúteos e os pressionaram ainda mais no volume que vinha da braguilha da sua calça.

JÁ PODIA SENTIR O TAMANHO DA EXPLOSÃO QUE ESTAVA POR VIR.

Você voltou a controlar e me jogando sobre a cama abriu minhas pernas e abocanhou minha calcinha. Seus dedos delicados porém firmes, afastavam o tecido deixando-me vulnerável e entregue aos teus caprichos.

Achei que nada poderiam ser mais quente que tua pele fervendo em excitação, porém tua língua encharcada, surpreendeu meus sentidos e com espasmos retribuí tuas lambidas.

E QUE DELICIOSAS LAMBIDAS.

Minha vagina perdera-se em tua boca e uma parecia fazer parte da outra. Você tomou conta de mim. Meus dedos buscavam algo que eu pudesse agarrar, e encontrando o travesseiro joguei-o sobre meu rosto e gritei...gemi...gozei.

Teus lábios úmidos com minha seiva colaram nos meus novamente e agora alem de ti, sentia também um pouco de mim. Meu cheiro suave porém marcante me alucinava ainda mais. E a única coisa que eu desejava naquele momento era retribui-lo do mesmo jeito.

Empurrei-o para longe, novamente tomei-o entre as pernas. Abri tua calça e a arranquei de teu corpo. O desenho do teu pênis por baixo da linda cueca branca que tu vestia era devastador. Se minha vontade de abocanha-lo já existia, naquele momento então, eu jamais me controlaria.

Não brinquei com tua cueca pois nesse momento eu já tinha pressa. Enrijecido notei as veias saltadas e minha boca, cada vez mais, encharcava.

Envolvi minha mão ao redor dele e olhando você enquanto me aproximava daquela cabecinha rosada, meus lábios eu preparava.

Minha boca já estava molhada, e teu corpo com meu perfeito oral, quase levitava. Meus lábios babados deslizavam em teu pênis num delicado movimento de vai e vem. Em minhas mãos você se tornava refém. Entregue sem exatidão, você vibrava com minha sequência de sucção.

Agora teus gemidos ecoavam no meu quarto e a cada prazer expressado pela tua garganta, mais eu me sentia pronta.

Já sem calcinha e antes que você jorrasse líquido em minha boca, sentei sobre ele e rebolei. Pulei, brinquei, me esfreguei e de ti judiei. Tuas mãos buscavam meus seios, mas minha performasse intensa evitada tuas recompensas.

E NEM PRECISAVA

Meu tesão era tanto ao sentir você dentro de mim que se você decidisse nem mais me tocar, eu não me importaria. Desejava apenas uma coisa, te proporcionar a noite mais louca.

Me virei de costas e ainda sentada em ti, rebolei...me esfreguei...pulei e novamente gozei.

MAS AINDA QUERIA MAIS

Você ainda não tinha gozado e minha vontade de vê-lo explodir apenas aumentava. Quando percebi, seus dedos dos pés estavam contorcidos e demonstravam a força do teu auto controle. Era divertido ver teu sofrimento. E quanto mais teus dedos se contorciam, mais eu me empenhava.

De costas deitei sobre teu peito, e ainda assim, tinha você lá dentro. Você puxava meus cabelos e me tomava em suas mãos. Que imenso tesão.

Estávamos eufóricos e loucos de prazer e num movimento rápido e certeiro, de bruços você me jogou aos travesseiros. Minhas pernas abertas...você entre elas...teu braço erguendo meu quadril deixando minha bunda empinada...uma mão na cama te apoiava, e como uma presa, por você, eu era domada.

A SITUAÇÃO EU NÃO MAIS CONTROLAVA

A noite louca estava com os segundos contados, pois seus movimentos bruscos e apressados provavam o quanto você estava excitado. Nem de quatro, nem de bruços, erguida no ar, gozo voltei a jorrar e você ainda tentava se controlar e eu só pedia para você gozar.

Sua testa pingava suor em minhas costas, e seu gemido eufórico e rouco aumentava aos poucos. Você estava quase lá. Mais metidas, mais força, mais, mais, simplesmente mais.

Seus braços agarraram meu corpo e numa última metida intensa e bruta seu gozo finalmente invadiu minha gruta.

Nos derramamos nos lençóis e por alguns minutos você ainda permaneceu sobre mim. Cansado, suado, gozado. E ao primeiro sinal de sobrevivência, sua voz se fez presente. Dizendo ao pé do meu ouvido

ADOREI SONHAR CONTIGO



Abri meus olhos num susto repentino e notei que você não estava comigo. Me vi ali, nua, deitada, molhada, completamente abandonada. E percebi que mesmo em sono profundo, você ainda estava presente em meu mundo.

Já era manhã, o sol iluminava as cortinas, a cama estava vazia e eu, enrolada aos lençóis, nunca me sentira tão sozinha.

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